10 de julho de 2011

Escolhas sem retorno XIII


Ajoelhei-me, e olhei para a minha irmã, estiquei-lhe a mão e pedi-lhe que se aproximasse, ela veio, um pouco assustada ainda:
- Querida, - Limpei uma lágrima – Desculpa ter gritado contigo, não era o que eu queria, mas, não houve maneira nenhuma de me controlar, mas para a próxima tens de avisar, eu estive aqui muito preocupada. Eu pensei que te tinham levado para bem longe, eu não sabia o que ia dizer aos pais se desaparecesses, eu não sei o que é que fazia se desaparecesses, nós adoramos-te, e para a próxima tens de me avisar.
- Desculpas?
- Claro que desculpo, pirralha, claro, claro!
Acabamos de arrumar as nossas coisas, continuando a falar, e no meio, prometemos não contar aos nossos pais, porque afinal, não foi nada de grave, decidimos que ficaria um segredo só nosso.
(…)
Já com tudo arrumado, pusemos as mochilas às costas.
- Pequena, ficas aqui, eu só vou ali falar com aquele rapaz.
(…)
- Rafael, podemos falar?
- Diz miúda, mas se estás com os nervos de à pouco, podes dar meia volta.
- Agora sou a miúda? Ontem era a deusa, deixa-te estar. E… Queres que me vá embora? – Nem esperei pela resposta – Quero agradecer-te e desculpar-me.
- Já falaste com a tua irmã?
- Sim, claro, e queria pedir-te desculpa por ter sido tão bruta, não me consegui controlar, mas eu amo-a, é minha irmã, não consigo viver sem ela.
- Se não consegues viver sem ela, não desperdices tempo, que podes um dia pedir, e não ter, um dia podes querer estar com ela e não poderes.
- O que queres dizer com isso?
- Não estou chateado contigo, fiquei desiludido com a tua mudança repentina.
- Desculpa, a sério, mas não mudes de conversa.
- Que conversa.
- Essa tua filosofia sobre irmãos, não me convence.
- Logo às nove, queres estar comigo? Conto-te tudo, sobre a minha vida, e conheço-te melhor, alinhas?
- És um desconhecido, sabias?
- Acho que tu é que és uma desconhecida, e muito mal-educada.
- Desculpa, eu sou a Cristina.
- Já não és tão mal educada, é um prazer saber o teu nome, depois de te conhecer.
- Às nove, aqui?
- Sim. – Despediu-se de mim, e mais uma vez, como da primeira, com um beijo, na boca.
Sorri-lhe, mas nem disse nada, esperava seriamente que a minha irmã não tivesse reparado…
Continua ;)
Escolhas sem retorno XII aqui

10 comentários:

-s disse...

AMEI *-*

' âng. disse...

bah, já nem falo xb

simple writer disse...

como gostei :)

-s disse...

De nada :)

m.inês disse...

- cada vez gosto mais *.*

alexandra disse...

gostei tanto !

branwyn disse...

aii, amei, amei!
estou apaixonada pela história :)

m.inês disse...

- não tens que agradecer absolutamente nada, tu escreves mesmo BEM ! o:

Mayara Rodrigues disse...

Se fui eu que fiz o vídeo ou o texto? :o

Ana Margarida disse...

perfect!