10 de julho de 2011

Escolhas sem retorno XII



                Passou a mão na minha cara, e limpou-me uma lágrima.
                - Vamos? – Disse com uma voz, também um pouco trémula, mas muito bonita.
                - Vamos.
                Corremos o rio , de ponta a ponta, fomos a bares, estava a entrar em desespero, tentamos fazer aquilo sem chamar muito à atenção de toda aquela multidão.
(…)
                Tinha passado cerca de uma hora, já não sabia o que fazer, já estava totalmente pessimista. Estava esgotada, desesperada, angustiada, morta diria até, já eram cinco horas da tarde , e já pessoas se estavam a ir embora.
                Mas onde é que ela está, onde, onde? – sentei-me na areia, de mãos apoiadas nos joelhos.
                Ele sentou-se ao meu lado, e pousou as mãos nas minhas mãos, depois, levou a mão ao meu queixo – Tem calma, por favor, isto vai passar, ela vai voltar, agora as pessoas estão a ir embora, temos hipóteses, estando isto mais vazio.
                - E se ela, já não estiver aqui, eu tenho medo, eu tenho medo, eu não a posso perder, ela é tudo para mim.
                - Não vou descansar enquanto a tua irmã não estiver aqui. - Amarrou as minhas mãos, e tocou com os lábios na minha testa.
- Eu não mereço isto. – As lágrimas caíam incontrolavelmente.
- Mana, que se passa? – Era ela.
- Gabriela! – Levantei-me e peguei nela. – Estás bem? O que se passou querida? Fizeram-te alguma coisa?
- Porque é que estás a chorar mana? O que é que este rapaz te fez, olha que leva!
- Tive tanto medo de te perder, que se passou querida?
O Rafael ficou a olhar para nós, e sorriu.
- Fui só buscar um balde de areia ali, e depois fiz um castelo, estava ali um menino, e brincou comigo… - Disse ela, com aquele olhar contente, estava realizada, por ter conhecido alguém novo.
- TUO QUÊ? Saíste da minha beira sem me dizer nada, foste buscar areia… - Fiz uma pausa. – Não te disse para não falares para estranhos, Gabriela eu disse-te para não falares para ninguém, para não saíres da minha beira, e ainda por cima, não me avisaste. – Aumentei o meu tom de voz, sem intenção, mas fi-lo. – Sabes o que andei aqui aqui à tua procura? – As lágrimas começavam a escorrer da face dela. – Sabes, sabes que eu sou responsável por ti, sabes que eu não posso desiludir os pais, sabes que se eu te perdesse morria, sabes que eu pensei o pior. – Ela soluçava, eu não era capaz de a abraçar.
- Chega! - O Rafael interrompeu-me -  Pára miúda, olha o que estás a fazer à tua irmã, olha, ela está aqui, ela está viva, e está aqui, contigo!
- Eu não fiz por mal, eu só vi que estavas longe e pensei que não tinha mal. – Disse, soluçando, com respiração muito incerto, e assustada.
- Não quero saber. – Comecei a arrumar as minhas coisas na minha mochila.
- Desculpa! – Continuava quieta, e a chorar.
- Olha miúda, nem digo mais nada, é tua irmã, tu própria já tiveste a idade dela, aposto que nem tu eras certinha, e não gostavas que te pusessem neste estado. – Afastou-se, olhou-me de canto. Aquilo deu-me uma enorme vontade de voltar atrás no tempo e não fazer aquilo, porque, até sem a sua opinião, eu sabia que estava a ser má...

Continua ;)
Escolhas sem retorno  XI  aqui

9 comentários:

-s disse...

Amei *--*
Ainda bem que encontraram a irmã dela (:

' âng. disse...

eu já nem digo nada (; começo a ficar repetitiva !

m.inês disse...

- tambem sigo o teu, a história está mesmo fantástica!

- Rita Marques •°● disse...

Adorei *.*

branwyn disse...

adoreei como sempre *.*

alexandra disse...

gostei imenso <3

Gabriela ♥ disse...

Amei *-*

aimee rose disse...

o teu blog é mesmo lindo *.* adorei!
estou a seguir

Ana Margarida disse...

amei :)