20 de julho de 2011

Escolhas sem retorno XX


            Virei-me para ele de frente, e pus as minhas mãos pescoço dele, aproximei-me do seu ouvido, e sussurrei – Queria fazer-te sofrer, ou pensas que tens tudo na tua mão assim?
            - Bem, gosto do jogo, mas sei que também não me resistes. – Assim, começou a beijar-me o pescoço, sem deixar as mãos da minha cintura, subiu os seus lábios, até tocarem os meus, e aí usou e abusou deles.
            Dançamos um pouco, bebemos um pouco mais, mas não nos deixamos, até que um pouco levados pela alegria que a vodka nos proporcionou, o Rafael, levou-me até lá fora.
            Sentou-se comigo na areia, e continuava a beijar-me, sentia-me bem naquele ambiente, sentia-me bem com ele. Até que o telemóvel dele toca.
            Ficou nervoso, mas atendeu. – Sim (…) Tu o quê? (…) Estás? (…) Onde? (…) Decidiste vir quando? (…) Mas (…) E (…) Adeus (…) Beijos (…) Eu vou aí ter. – Desligou.
            - Então, que se passa? – Perguntei.
            - Desculpa Cristina, eu não esperava que isto viesse acontecer…
            - Isto o quê? Que se passa?
- Existe uma parte da minha vida que tu não sabes.
            - E vou poder saber?
            - Eu vou ter de te contar isto, mas antes de mais eu quero-te pedir desculpa.
            - Conta, sou toda ouvidos.
            - Nos cinco anos depois da morte do meu pai, eu conheci uma rapariga, que me ajudou muito, avançamos rápido, e namoramos, três anos, acabamos, mas nunca foi uma coisa definitiva, sempre que a encontrava, acabamos juntos, mas era só mesmo aquelas curtes, coisas assim, nunca passou para mais desde que acabamos o namoro.
            - Podias ter-me dito isso antes, três anos é realmente muito tempo, e, há mais alguma coisa que me queiras contar?
            - Ela ligou-me agora, está aqui no Porto. Veio por minha causa.
            - E tu?
            - Não sei mesmo, tu… - Hesitou. – Ela…
            - Ela foi a que te acompanhou sempre, e já não sabes ao certo o que sentes por mim. É normal, pode acontecer a qualquer um, eu apenas contava com a tua sinceridade, ontem descobriste todos os meus podres, tudo do que eu tenho medo, acho que agora merecia saber que ainda existia outra na tua vida, pelo menos não tinha avançado tão rápido.
            - O que queres dizer com isso?
            - Eu sentia-me bem demais perto de ti, mas agora vi que não me posso meter entre ninguém, desculpa, vou embora, amanhã, tenho de… - Não disse mais nada e saí dali.
            Pela primeira vez desde que estive com ele, assentei os pés na terra, e vi que cometi o maior erro, sonhei alto demais, e agora caí, sentia as minhas pernas trémulas, andava devagar, estava nervosa, arrependida. Eu não podia entrar de novo em estado de choque pela vida não me estar a correr como eu queria, entrei num pânico enorme quando soube que fui a maior burra, comecei a tropeçar os meus paços, sentei-me mais uma vez na areia, já longe de todas as pessoas, não conseguia chorar, não conseguia gritar, não conseguia reagir, só conseguia olhar, precisava daquele meu recanto, depois de digerir tudo, fui-me meter numa, senti-me usada, à medida de ter sido a tentativa de esquecimento da miúda que, para lhe ter ligado, ainda deve gostar dele, e ele dela. Era o mais provável. Fui para casa, a noite tinha ficado estragada, senti que perdi muito, mais uma vez perdi algo que me fazia feliz.


Continua ;)
Escolhas sem retorno XIX aqui

22 comentários:

PauloSilva disse...

a ver vamos *

silvia disse...

oh adorei, quero mais *

Gabriela ♥ disse...

Ahah obrigada :b

Amei, amei, amei ^^

-s disse...

Gostei muito :)

RicardoRodrigues disse...

oh! Muito obrigado :D
Ainda bem que gostaste. Sim, foi dos episódios (porque é uma história vom vários posts) que mais me custou a escrever por tudo o que acontece, senti mesmo a dor e o terror que o Afonso passa neste capítulo final x) Muito obrigado, a sério :D
Também gostei do teu blog! Escreves bem x) Vou seguir!

branwyn disse...

gostei muitooo :)
ele foi grande anormal -.-

inêsf. disse...

e eu tenho consciência que não é um susto , é a verdade .

inês disse...

é mesmo sté, rio-me tanto c o vídeo xd

pobre coitada da rapariga :c estou a adorar*

-s disse...

Pois sentimos :c
De nada :)

criistiana' disse...

obrigada (:

inêsf. disse...

não devia, as pessoas que nos são queridas não deviam ficar doentes.

PauloSilva disse...

sempre :)

๑ Viviαnα disse...

de nada :)

alexandra disse...

gostei imenso, como sempre <3

silvia disse...

Não sei querida , ando sem inspiração :x

silvia disse...

Comigo só errou ainda uma vez , e ja fiz bastantes vezes :D
Volta sempre *

RicardoRodrigues disse...

Não tens nada de agradecer! x) Segui porque gostei bastante do teu blog :D
Obrigado por teres gostado, mesmo sendo um "mau final". Continuarei xP

MS disse...

quero mesmooo ver como é que a historia vai continuar.
vou seguir de certezinha.

m.inês disse...

- adorei, adorei, adorei! *.*

branwyn disse...

obrigada, mais logo posto a outra parte :)

inês disse...

tmb eu ahah

de nada*

Ana Margarida disse...

Ai, adoorooooo :)