21 de maio de 2011

Sentido de Vida # 14


   As saudades, começavam apertar, começava a necessitar daquele doce beijo, e o suave toque, precisava de novo do abraço. Fazias-me falta. O  meu ser estava cansado de tanta tristeza, de tanto vazio. Não tinha coragem de lhe mandar uma mensagem, se calhar ele sentia o mesmo, talvez não. Passava horas no computador, tentando passar o tempo, a olhar para o telemóvel, na esperança que me mandasse uma mensagem, com a razão que eu quero ter, queria a sua iniciativa para se curar, para mudar aquele estilo de vida. E assim, os dias passaram.
(…)


   Com muito esforço, três semanas passaram, sem nada para dizer um ao outro, já não estava bem, já não conseguia parar de pensar no mesmo, à medida que os momentos me viam à cabeça, as lágrimas teimavam em cair da minha cara. Estava num momento deprimente, sim, já não aguentava tanta dor, já não aguentava aquela frieza, em que tudo o que eu queria era correr para os seus braços, e sabia que não podia.
   Decidi ir até à sala, beber um sumo, e tentar esquecer por mais uns momentos, ligui a televisão e lá fiquei. Sem saber onde estava, o que fazer, para onde dar um passo quando tirasse os pés do sofá.
   O agudo som da minha campainha, fez os meus altos pensamentos apagarem-se. E como o intercomunicador da campainha estava avariado, tive de descer até ao rés-do-chão, para ver quem era. Se eu chegasse lá baixo, e fosse um homem a vender livros, ou fazer publicidade a coisas sem jeito, não iam ser lá muito bem recebidos…
   Para meu espanto, saio do elevador, e ao fundo na porta com um grande vidro transparente, estava lá ele. Parei ali, hesitei no próximo passo que iria dar, se para lhe abrir a porta, ou para voltar para o elevador, e voltar para o sítio de onde não deveria ter saído, com o meu copo de sumo de laranja e o filme melancólico. Nunca tinha visto o Kevin daquela forma, estava pálido, e engoliu em seco quando me viu. Já não estava com um bom feeling.
   Fui abrir a porta.
   Kevin: Precisamos de falar.
   Logo me arrependi, e tenteii fecha-la, mas ele pôs o pé a travar o meu acto.
   Kevin: Por favor, eu preciso…
   Abri a porta e mandei-o entrar, entramos no elevador, calados. Ele continuava pálido, que se estava a passar, não tinha coragem de falar com ele ali, estava à espera do sítio calmo. Abri a porta do elevador, já no piso correcto. Abri a porta, estava nervosa, estava com medo, com receio, já não estávamos os mesmos, mas a minha vontade de o beijar continuava em alta, disse-lhe para se sentar. E sentei-me ao lado dele. Estava estranho, olhou a minha sala de cima a baixo, olhou em redor todos os cantos.
   Eu – Kevin, está tudo bem?
   Não obtive resposta, estava a entra em pânico. Levantei-me para ir buscar um copo de água para ele, e já estava a tremer « Ai, que se passa? Meu Deus, o que é que ele tem ?!»
   Kevin – Espera, não vás. – Disse aquilo baixo, notou-se que a voz dele estava trémula.
   Eu – Que se passa? Kevin – Voltei a aproximar-me dele.
   Voltou a calar-se, as suas mão apoiara-se na sua cabeça, e a sua cabeça pousou nos seus joelhos.
   Eu – Por favor, estás assustar-me, conta comigo. eu vou estar aqui sempre eu apoio-te, eu ajudo-te, por favor, porque é que estás assim?

Continua...

30 comentários:

ritag. disse...

adorei, LINDOOOO *

● Mysterious.Girl disse...

está lindo , ansiosa pela próxima parte *-*

R. disse...

BEAUTIFUL* :)

criistiana' disse...

:D

Sara'C disse...

Ameeei .
Estou curiosa.

Ana disse...

adoroo *

silvia disse...

Continuação *

silvia disse...

Ainda a estou a fazer querida :)

ritag. disse...

de nada e obrigada (:
para continuares rápido digo eu, querida, estou desejosa pelo próximo post, espero que publiques brevemente *.*

simple writer disse...

vou tentar fazer o melhor :)

● Mysterious.Girl disse...

não tens de agradecer :D

ritag. disse...

na perfeição (:

simple writer disse...

chama-se runaway dos maroon 5 e estou viciada nela *-*

inês disse...

aiiii, agora estou curiosa! estou a adorar :3

Carolina Santiago disse...

Estou a gostar, ganhas-te uma nova seguidora :)

beijinhos :3

inês disse...

pois, agora vêm aí os testes :s

está a sair :b

RiTavares disse...

- O que que aconteceu ao Kev ? O Simão morreu ? :o jesus Cristo x.x
Continua continua estou a adorar +.+

inês disse...

é mesmo :x

Carolina Santiago disse...

Obrigado querida :$ precisava mesmo de alguém que goste do que escrevo ( embora o que eu escrevo não seja lá muito bom xD )

Carolina Santiago disse...

õh, um grande grande obrigado, passa-se o mesmo em relação a ti :)

Carolina Santiago disse...

és de onde ? ^^

Carolina Santiago disse...

uma terra muito pequenina chamada Porto alto, distrito de Santarém. Tenho família em Braga, amo essa terra <3

Carolina Santiago disse...

Pois é +.+ acho que é uma terra cheia de história e magia.
então tens de cá vir um dia :)

Carolina Santiago disse...

bem, vou me deitar, amanhã falamos melhor, amanhã ou depois ,

beijinhos ^^

disse...

Lindo! Deixou-me com a curiosidade aguçada.
Estou a lhe segui.
Beijos

inêsf. disse...

a força existe sempre, não há ninguem fraco. uns vacilam mais, outros mantém-se firmes a qualquer uma das tempestades. já não choro, quando escrevi isto já não chorei, mas o meu coração continua apertadinho por saber que ele já não me espera no sitio do costume.

inêsf. disse...

infelizmente *

martasousa disse...

Eu mereço ser feliz, é outro facto mas tu também mereces e também tens amigos que de uma forma ou de outra vão ocupar o meu lugar. E não precisas de agradecer porque tudo o que fiz por ti não foi nada que outro verdadeiro amigo não fizesse. E também não foi nada que me arrependa.
Obrigada eu, por tudo!

martasousa disse...

Sim, não vale a pena arrependimentos. Também não me arrependo de nada, de te ter apoiado, de ter puxado por ti, de ter lutado para poder estar mais tempo contigo, das confidências, da amizade. Foi bom, enquanto durou.

martasousa disse...

Obrigada eu, por tudo!
Por me teres aturado sempre, por teres dito sempre que eu tinha força para superar tudo, por me teres dito as verdades nos momentos certos, nas alturas me que deviam ser ditas, mesmo que não fosse o que eu gostasse de ouvir.