13 de julho de 2011

Escolhas sem retorno XVI


            - Ficou fora de si, não me importei se ele viesse de novo tentar bater-me, apesar de estar com medo, já tinha noção de que aquilo não era um pai, mas, incrivelmente ele não me bateu, ele não fez mal a mais ninguém, deixou o meu irmão de novo caído no chão, e começou às voltas na casa, estava desesperado, pegou numa mala pequena, encheu-a, e tentou fugir, o engraçado, é que só a encheu de dinheiro… A polícia foi rápida, e ainda conseguiu apanhá-lo, mas não por muito tempo, ele viu que já não conseguia sair dali, então, matou-se… - Uma lágrima escorreu do seu rosto. Eu continuava quieta, e já estava com uma lágrima no olho. – Atirou-se do muro da casa, e foi logo atropelado, por um carro que vinha desprevenido…
            - E o teu irmão? – Perguntei, a medo.
        - O meu irmão, não morreu, a ambulância chegou, e levou-o para o hospital, ele ficou com vários problemas de saúde, traumatismos, membros partidos, e depois, tivemos de nos mudar, para aqui para o Porto, para lhe dar todos os cuidados necessários, que no Alentejo não conseguíamos, tenho aqui uns tios, e então decidimos vir aqui para o Norte, cinco anos depois de ver que já não conseguíamos fazer nada no Alentejo pelo meu irmão.
            - Cinco anos?! - Fiquei boquiaberta.
            - Sim, ele acordou do coma, ele está vivo, mas para voltar a ser o meu irmão, como antes, precisa de curar algumas deficiências que aquele *cabrão* fez, aquele… - Ia aumentando o tom de voz. – Eu odeio-o, aquele homem quase matou a minha mãe, quase matou o meu irmão, quase…
            - Calma, o teu irmão está vivo, e eu já entendi tudo. Desculpa ter-te relembrado disto tudo. Desculpa-me.
            - Tu não tens culpa do meu passado, tu não tens culpa de nada. Eu contei, porque quis, aliás, eu contei, porque esta a minha história, eu precisava de desabafar, e senti que tu eras a certa…
            - O que queres dizer com, "a certa" ?
            Aproximou-se de mim, e deu-me um leve beijo na cara – Tu és única e fazes-me sentir como nenhuma me fez sentir antes.
            - Pelo menos não foi na boca – Disse baixo, soltando uma tosse logo depois.
            - Falta-me saber quem tu és… A tua história de vida…
         - A minha vida, não tem muito que se lhe diga, mudei-me para o Porto quando tinha doze anos, por causa do meu pai. Por causa da empresa dele, e porque ele assim fugiu a uns problemas, de casamento. – Ele estava baralhado, o seu olhar o dizia. – É assim, o meu pai era casado quando conheceu a minha mãe, e a verdade é que nunca traiu a mulher anterior, pediu o divórcio, e, voltou a casar, por civil, com a minha mãe, tiveram-me e aí começaram os problemas com a ex-mulher dele, a minha mãe voltou a engravidar, e aí decidimos que precisávamos da mudança, eles tinham muito medo que aquela mulher algum dia me tocasse, então, com a minha irmã, o perigo aumentava, e assim, aqui estou.
            - Tiveste uma vida, nos eixos.
            - As vidas não são todas iguais.
            - És tão especial…
            - Como assim?
            - És especial, és diferente das outras, como eu disse, és aquela em que eu posso especial, 'és a certa'… - Aproximou-se de mim, mais uma vez, e beijou-me, (como faz sempre quando está ao meu lado…)

Continua ;)
Escolhas sem retorno XV aqui
Não se esqueçam das críticas, sejam más ou boas*

26 comentários:

alexandra disse...

gostei imenso !
gosto muito desta história (:

Gabriela ♥ disse...

Amei *-*

Mariana disse...

Também quando vi adorei.
AMO esta história :)

-s disse...

Gostei muito (:

Gabriela ♥ disse...

Só ouves porque é verdade querida :)

-s disse...

ahah é mesmo; sou feliz :)

-s disse...

Mesmo; de nada :)

branwyn disse...

adoro tanto esta história! é escrita com o coração :)
e mais uma vez imaginei esta cena... :s tenho tanta pena dele e dos que na vida real já sofreram com isto...

inês disse...

apaixonante :) estou a adorar!

PauloSilva disse...

Tu é que és uma exagerada :c

inêsf. disse...

a amizade é o melhor amor .

branwyn disse...

eu continuarei :)

' âng. disse...

críticas más ? Como ? Esqueceste-te de um ponto final , foi isso ?

● Mysterious.Girl disse...

sim , sera brevemente (:

' âng. disse...

posso ceder-lhes os meus óculos se eles quiserem! E são dos que dão tonturas e tudo !

Ana Margarida disse...

Ai acho que já sabes a minha opinião sobre esta história :) só utilizo uma palavra para a descrever : PERFEITA!

Ana Margarida disse...

Oh querida, muito obrigada por seguires a minha história :) deixa sempre um comentáriio

Gabriela ♥ disse...

Pois é :c
Obrigada querida :)

Andreiah disse...

As primeiras linhas fizeram-me quase chorar *-*
Obviamente vou seguir o teu blog.
Se quiseres, segue também um dos meus:
http://thebadgoodgirls.blogspot.com
http://tellsomethingIdontknow.blogspot.com

Ana Margarida disse...

Ahahah :) fico feliz por achares isso!

m.inês disse...

- claro que conto (:
- e cada vez gosto mais da historia o:

Ana Margarida disse...

Poderias não achar que sou uma seguidora exemplar, querida :)

Ana Azevedo disse...

Estou a Adorar a história ^^
Estou a seguir :)

milene mateus. disse...

adorei, adorei, adorei *-*
não pares querida :')
estou a seguir-te *

Rita disse...

adorei a história :)
vou seguir *

Ana Luisa disse...

Ta lindo tive ate as tantas a ler isto, e bem miuda tu sabes o que fazes.. tambem li de umas pessoas que tamnem estao a fazer uma historia, e estap muito boas, mas nenhuma se compara a tua adorei...

E quero mais, pf continua, nao consigo esperar...