26 de julho de 2011

Escolhas sem retorno XXIII



Queria ser capaz de saber o meu futuro nos dois e qual seria a melhor escolha. Eu queria não pensar nisto, eu queria saber qual seria o melhor para mim, eu não queria que fosse sempre a mesma coisa. Eu queria ser feliz, mas no fim, no fim, já não sabia o que queria.
- Porque é que és sempre a mesma coisa Cristina?
Gritei de susto, e levantei-me naquela rocha. – Tu? Que estás aqui a fazer? – Era o Rafael.
- A tua bolsa. – Esticou-a até mim.
- Obrigada. – Peguei nela. – Mas não precisavas disto. Eu ia lembrar-me dela.
- Quase ta roubaram, tu continuas tão simpática.
- Sim, pois é. Obrigada mais uma vez. Tenho de ir.
- Já vais? Vi-te tão perdida nesses pensamentos.
- Interrompeste-os. Agora tenho de ir. Adeus. E tu tens a tua namorada. – Comecei a andar, e a tentar apressar o meu passo.
- Por favor. Fica, um pouco.
- Ela acabou contigo, foi? – disse com um tom irónico
- Ela não é minha namorada, ela não me é nada.
- Não é? – Voltei para trás. – Desculpa, não tenho nada de me meter nos meus assuntos, adeus Rafael. Pode ser que nunca me meta mais na tua vida.
- O que queres dizer com isso? Desististe de mim?
- Para que desistir do que eu nunca quis?
Ficou muito sério a olhar para mim. – Nunca quiseste?
- O que tivemos aconteceu no passado, e eu nunca mais vou lembrar-me disto, se queres saber, vai ter lá com quem quiseres, para mim, não foste nada, e se foste, eu já passei isso.
- Desculpa-me, tu devias de saber tudo do início. Mas não posso fazer nada. Estes últimos dias têm-me deixado feliz por te ter conhecido. Compreendes todos os meus medos. Tu. Eu. Eu não esperava encontrar-te, mas não fui capaz de te contar sobre a Íris. Eu fiquei sem saber o que fazer. Perdoa-me. – Aproximou-se mais de mim.
- Eu perdoo Rafael, estás perdoado. Nunca iria haver nada entre nós. – Abracei-o.
- Pode haver, eu só preciso de mais uma oportunidade. Por favor. Eu só preciso de ti. – Sussurrou no meu ouvido.
- Eu não te posso dar uma oportunidade, por mais que queria, eu não posso, eu perdoo, mas não esqueço. E mesmo assim, os nossos caminhos nunca se vão juntar de novo.
- Estás a tentar dizer alguma coisa?
- Foste a melhor coisa que me aconteceu no Porto. Mas agora eu tenho de ir. A minha vida vai mudar e já nada pode mudar isso.
Saí dali, desta vez a correr, já chegava daquilo, nem devia ter dito nada.
(…)
- Pai, Mãe, estão em casa?
- Sim, passasse alguma coisa? – Disse a minha mãe, chegando à sala, com o meu pai.
- Eu vou convosco para Santarém. Não me posso separar de vocês.
- Ó querida, tomaste a decisão acertada, não queríamos deixar-te aqui.
- Vou fazer as malas.
- Ainda faltam dias.
- Eu tenho de me mentalizar que tudo mudou. Não é?

Continua ;)
Escolhas sem retorno XXII aqui

20 comentários:

alexandra disse...

gostei imenso!
agora espero pela continuação :)

' âng. disse...

NÃO ! ELA NÃO PODE IR !!! ;s

' âng. disse...

eu até gosto do meu. apesar de nos darmos como cão e gato ;o

-s disse...

Gostei muito :)

Leonor disse...

gosto, gosto! :D

Gabriela ♥ disse...

Amei *-*

Gabriela ♥ disse...

Muito obrigada mesmo minha linda :)

anaraquelvj disse...

Gostei :')

martasousa disse...

gostei lindo.
mas ela não pode ir :s

anaraquelvj disse...

de nada, e obrigada eu querida :)

carina rodrigues disse...

obrigada:)

PauloSilva disse...

opá que querida :$

alexandra disse...

então porquê, querida? :s

PauloSilva disse...

ai és? $:

PauloSilva disse...

são mesmo? :x

silvia disse...

gostei *

PauloSilva disse...

se calhar até estas :o

Isabel disse...

Gostei mesmo muito (:

branwyn disse...

olá :) obrigada pelo comentário!
estou a gostar imenso da tua história *.*
tenho estado ausente e por isso, não respondi aos comentários deixados no meu blog :))
a música é: Pendulum - Witchcraft

Ana Margarida disse...

Adorei, adorei, adorei :')