7 de julho de 2011

Escolhas sem retorno X

                Fui dormir, mas, aquele cansaço não me deixou fazer o mesmo de sempre, ouvir música até às duas da manhã, e a janela que deixei aberta não me deixou dormir mais do que até às oito da manhã.
                Pois, como seria bem normal, a casa estava silenciosa, a minha mãe não trabalhava, o meu pai só ia trabalhar mais tarde, e a peste da casa ainda estava a dormir. Estava muito calor, mesmo, decidi fazer preparar o pequeno-almoço, para mim e para a minha irmã, não tardava muito à pequena acordar, e depois ia começar a fazer o seu pequeno-almoço, e sujar a cozinha toda, depois, eu arrumava. Lá pus mãos à obra.
                - Bom dia Cristina. – Disse a minha irmã, esfregando as mãos nos olhos. – O que estás a fazer?
                - O pequeno-almoço, pequenina.
                - Fixe, queres ajuda?
                - Não, vai para a sala, hoje faço eu, depois pagas pequena.
                Levei para a sala o nosso pequeno em tabuleiros, comemos umas torradas, e um chá gelado, como sempre fizemos nas nossas manhãs de verão.
                - Mana, vamos lá para fora brincar? – perguntou ela.
                - Não querida, hoje não, está muito calor para ir brincar.
                - Então, o que é que vamos fazer hoje? Eu quero brincar…
                - Então minhas pequenas, já acordadas? – Disse o meu pai, ainda de pijama, e todo despenteado.
                - Sim pai, estamos a tomar o pequeno almoço, e pensar no que é que vamos fazer hoje, está muito calor, para estar aqui, e um belo dia para ir para as caraíbas. - Ri.
                - Porque é que não vão até ao rio?
                - A minha mota está com o pneu furado, não consigo ir assim.
                - E desde quando é que precisas da mota, para ir ao rio, que é mesmo ali?
                - Para levar as porcarias todas da pequena. Os baldes, as bóias…
                - Não são porcarias, são coisas para eu poder ser feliz. – Interrompeu cruzando os braços e baixando o olhar. – E não preciso disso, só de um balde, um. Vamos?
                - Bem querida, Já tem o problema resolvido. – Disse o pai, esboçando um sorriso. – Falem com a vossa mãe, eu vou trabalhar, até logo princesas.
                Ficamos entusiasmadas com a ideia e falamos com a nossa mãe, ela não nos causou nenhum problema na nossa ideia, apenas nos encheu de conselhos, e cuidados que eu devia ter com a minha irmã de seis anos.
(...)
                Chegamos ao rio, estava cheio, disse a minha irmã para não se afastar de mim, deitei-me na toalha, e deixei-a a brincar lá, com as suas coisas na grossa areia daquele lugar.
                Olhei em minha volta, e rapidamente identifiquei alguém conhecido naquele lugar, era parecido, com, o, Rafael, era igual, mas sem camisola. Fiquei um pouco com o olhar em cima dele para ter a certeza, parecia mesmo ele, mas podia estar enganada, afinal, podia só estar com a mania da perseguição. (…) Era ele, era ele, era ele, deu-me uma vontade enorme de rir, uma enorme vontade de ir embora, uma enorme vontade de lhe ir dizer olá. Pronto, já não sabia o que ia fazer...


Continua ;)
Escolhas sem retorno IX aqui

13 comentários:

-s disse...

Gostei muito *-*

Gabriela ♥ disse...

Adorei *.*

' âng. disse...

Sabes bem como nos deixar agarradinhos à história ;b

' âng. disse...

Claro que é a sério. Ficamos a roer as unhas pela próxima parte.
Não tens de quê querida (:

' âng. disse...

Eu estou a adorar (:
No outro dia estive a ler a outra história que escreveste... Estava tão concentrada que perdi noção do tempo. Quando cheguei ao último capítulo queria tanto, tanto uma continuação... Estava mesmo linda!

-s disse...

ahaha os nossos diálogos são sempre assim xd
Pois são; eu choro a rir com eles (:
De nada !

Ana Margarida disse...

Adoro, adoro, adorooooooo :)

Sara'C disse...

No separador dos desafios, está um desafio para ti (:

martasousa disse...

que lindo!

inês disse...

adoro!

● Mysterious.Girl disse...

desafio para ti no meu blog $:

' âng. disse...

então podes ficar MUITO feliz porque eu adoro o que leio no teu blog, apesar de me roer toda de curiosidade ;b
não tens de quê. o prazer é TODO meu !

' âng. disse...

vou-me colar ao pc mais uma vez ahaha